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O Bagé imortalizado

Alguns feitos e conquistas são de certa forma imensuráveis na época em que são obtidos. O Grêmio Esportivo Bagé, apenas depois de cinco anos da sua fundação, escrevia o seu nome na eternidade do futebol gaúcho. Estes heróis também escreveram seus nomes para sempre na bela história do jalde-negro da fronteira.

O título de Campeão Gaúcho até hoje perseguido pelo Bagé, e por outros times que buscam repetir a façanha, é na verdade privilégio de poucos. O Bagé com aquela equipe inesquecível fez frente aos times da capital e outros tradicionais adversários do interior.

Abaixo encontra-se a escalação do time Campeão Gaúcho de 1925. Mais do que uma simples lista de jogadores, essa relação de nomes carrega toda a força e garra da lendária camisa jalde-negra. Talvez nem os próprios campeões daquele ano soubessem da grandeza de seu feito. Para nós jalde-negros, cabe-nos reverenciar e tornar inesquecível a conquista desses heróis da cidade de Bagé.

1. Júlio Amaral

2. Antônio

3. Fortunato

4. Misael Romero

5. Catulino Moreira

6. Aníbal Machado

7. Leonardo

8. Pascoalito

9. Oliveira

10. Páschoa

11. João Amaral

::: A campanha histórica:

O Bagé primeiramente sagrou-se campeão citadino de 1925, condição necessária pelo regulamento da época para credenciar-se a participar do Campeonato Gaúcho.

Segunda Fase - Campeão da Sétima Região
Bagé 3-0 15 de Novembro - D. Pedrito

Terceira Fase - Campeão Final Zona Sul
01 de novembro de 1925
Bagé 1-0 Pelotas

Semifinais
15 de novembro de 1925
Bagé 3 – 1 Grêmio Santanense

Final
22 de novembro de 1925
Grêmio 1 x 2 Bagé
Estádio da Baixada, Porto Alegre


Abaixo, um texto retirado da reportagem do jornalista José Higino Gonçalves, editor de esportes do Jornal Minuano, de Bagé:

Os 80 anos do grande título
Em 1925, o Grêmio Portoalegrense tinha uma equipe poderosa. Em toda a temporada, havia perdido apenas um jogo, em amistoso em nossa cidade, vencido pelo Bagé, por 1x0.

Na tarde de 22 de novembro de 1925, há exatos 80 anos, entrou em campo, em Porto Alegre, com todas as honras de favorito na decisão do título estadual, contra o Grêmio Esportivo Bagé.
Eurico Lara, Sardinha e Neco; Macarrão, Feio e Zeca; Coró, Coi, Olmério, Luiz Carvalho e Meneghini formavam o supertime gremista.
Mas a garra da Fronteira estava bem presente no Bagé de Júlio, Antônio e Fortunato; Misael Romero, Aníbal Machado e Catulino Moreira; Leonardo, Pasqualito, Oliveira, Páschoa e João.
O jogo estava empatado em um gol (marcaram Oliveira e Feio) quando, a dois minutos do final, Oliveira deu a vitória aos jalde-negros. 2x1, o Bagé era o campeão estadual de 1925 e o primeiro clube a ter escrito seu nome na Copa CBD, que anos depois de ficaria de posse definitiva pelo Grêmio.
Os próprios jogadores daquela época memorável consideravam Pasqualito, um uruguaio de Rivera, como o grande nome do time e um dos maiores atletas do futebol bajeense em todos os tempos.
O presidente do Bagé no histórico título era Florêncio de Lima Py
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A numeração não corresponde necessariamente à usada no campeonato.

Fonte: José Higino Gonçalves/Jornalista e Editor de Esportes do Jornal Minuano(Bagé-RS)