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14.07.07
ENTREVISTA
COM PAULO ROBERTO ROCHA
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O
site jalde-negro entrou em contato com o Capitão Paulo Roberto
Rocha para a realização desta entrevista que os torcedores
jalde-negros poderão conferir abaixo.
Paulo Roberto Rocha é um dos maiores ídolos da história
do Grêmio Esportivo Bagé e foi capitão da equipe que
conquistou o inesquecível título da Copa Governador do Estado
de 1974.
Nesta
entrevista, Rocha conta alguns fatos bastante interessantes ,fala daquela
época, do Bagé e sobre futebol de maneira geral.
Fica
aqui nosso agradecimento ao capitão Paulo Roberto pelas excelentes
respostas na entrevista e por tudo que realizou defendendo a camisa amarela
e preta. Nosso sincero “muito obrigado”, de toda a torcida
jalde-negra.
Dados
Pessoais:
Paulo Roberto Rocha
Nascimento: em Porto Alegre, no dia 27 de junho de 1951.
Carreira 1967 - infantil do Grêmio Porto-alegrense
1968/1969 - juvenil do Grêmio Porto-alegrense
1970 - profissionalização
1970 - Náutico de Rio Pardo
1971 a 1979 - Bagé
Posição: Ala (atuava tanto na esquerda como direita)
Formado em Educação Física pela Urcamp e professor
estadual em atividade, atualmente leciona na Escola Waldemar Amoretty
Machado, em Bagé.
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Sobre seus dados pessoais, Paulo Roberto acrescenta: "Apenas
um reparo quanto á minha posição em campo.
Nos meus tempos de guri, em times de várzea, comecei como lateral
esquerdo. Quando fui para o Grêmio nas categorias de base, atuei
na zaga, o mesmo ocorrendo no Náutico de Rio Pardo.
Quando cheguei em Bagé, era zagueiro, com a chegada do Galego,
fui deslocado para lateral direita.
Naquele tempo éramos laterais, ala é coisa mais moderna,
apesar de fazermos a mesma função, e ainda voltarmos para
marcar".
Como
ocorreu sua vinda para o Bagé?
Lá em Rio Pardo jogavam vários jogadores que eram, ou haviam
jogado aqui.(Nilson goleiro, Walter, Osmar irmão do Carlinhos,
Casemiro, Celmar, Baiano, Danúbio, Amarante).
Quase vim para o Guarani, junto com o Claudionor, desisti na ultima hora
(não queria me afastar de perto de Porto Alegre) Mas o Náutico
estava fechando e aceitei o convite do Bagé, através do
Jacob Sued e do Dr. Roberto Garrastazú, e vim junto com o Amarante.
Observando algumas imagens da conquista da Copa Governador, nota-se
que já à época o título foi extrema e justamente
valorizado pela torcida - inclusive com invasão de campo -. Os
jogadores daquela grande equipe tinham a real dimensão do título
conquistado e da importância que ele viria a ter a partir dali na
história jalde-negra?
Sempre coloco o Campeonato Gaúcho de 1925, como o maior titulo
conquistado pelo Bagé.
Mas a Taça Governador do Estado em 1974 vem logo em seguida. Foi
um título muito suado com dois turnos e na virada do 1º para
o 2º estávamos em 14º lugar. Fomos recuperando posições
e chegamos na rodada final, para decidir tudo num Baguá. Só
a vitória interessava, e ela chegou com 1x0 gol do Derli (ponta
esquerda).
O estádio do Guarani veio abaixo... E no final do jogo nunca tinha
visto coisa igual, foi a maior comemoração feita ate hoje.
A torcida invadiu literalmente o campo, fomos fazer desfile de “carro”
pela ”sete “de setembro... Eu subi e desci a sete umas quatro
ou cinco vezes, com uma câimbra infernal na barriga... Na Pedra
Moura a festa seguia... Estendeu-se até o meio da noite. Não
deu como não ficarmos sabendo do quanto nossa torcida estava feliz
(e tudo em cima do tradicional adversário) e que aquele título
estava para sempre marcando um feito na historia do GRÊMIO ESPORTIVO
BAGÉ.
Aquela equipe era unida, mas muito unida mesmo. A maioria dos jogadores
morava na concentração (inclusive o Galego) éramos
como irmãos.Uns ajudavam os outros dentro e fora de campo. Tudo
passava pela mão do Galego, que exigia de nós o máximo,
tanto dentro do campo, quanto em atitudes fora de campo. Era quase um
pai. Suas exigências e ajuda, também era para os jogadores
casados, que moravam fora da Pedra Moura. Com certeza, não seriamos
vencedores por tanto tempo sem a presença dele.
Ele sempre nos fazia ver que ficaríamos marcados na história
do clube, se ganhássemos títulos, se nossas campanhas nos
campeonatos fossem boas. Mas para isso teria que trabalhar duro, no nosso
máximo.
Então sabíamos que de nossos esforços, viriam as
glorias. E é muito bom saber que o Bagé daquele tempo, através
das suas conquistas, serve de exemplo até hoje.
[Na foto, Rocha ergue a Taça Governador do Estado]
O
Bagé sempre impôs muitas dificuldades aos adversários,
principalmente na Pedra Moura, e nos anos 70 inclusive contra a dupla
Gre-Nal. Qual era a maior virtude da equipe Campeã de 1974 (e da
base que seguiu nos outros anos) e dos jogadores que por ela atuaram?
Minha resposta de cima, ajuda a responder esta. A era Galego no Bagé,
se caracteriza por essa persistência e teimosia de estar sempre
exigindo o nosso limite máximo. Lembro que suas preleções
sempre iniciavam assim: ”Hoje é um jogo” chave ““.
Se contra os outros...Era jogo chave... Contra a dupla Gre-nal (jogo que
estaríamos na vitrine de toda imprensa gaúcha) era o jogo
de nossas vidas.
A
famosa garra das equipes do Bagé, de maneira geral, e particularmente
do grupo que o senhor participou nos anos 70, juntamente com a técnica,
é sempre lembrada. Era um grupo diferenciado em termos de aplicação
e luta?
Sempre foi estilo Galego, essa determinação em buscar o
melhor resultado. Diziam que ele como jogador corria o campo todo, motivando
e mostrando aos seus companheiros que deveriam fazer o mesmo. Acho que
ele teve a sorte e competência de juntar os jogadores certos aqui
no Bagé. Eu perdia em média de 2 a 4 kg por partida, mas
muitas vezes era poupado nos treinamentos. Sem um preparador físico
formado...Era ele o responsável.
Juntam-se ao Galego...O trabalho de toda direção...Presidentes
como Luis Carlos Alcalde, Julio Machado, Pedro Dirceu, Liader Previtali,
diretor de futebol como José Pedro de Melo Fuchs, não se
encontram a toda hora.
Entre
as fotos dos anos 70 (publicada recentemente no Jornal Minuano) há
uma (inclusive muito apreciada pelos jovens torcedores do Bagé),
em que o senhor aparece erguendo o braço direito com o punho cerrado.
Foi algum tipo de manifestação? Fale um pouco sobre esta
foto.
Não recordo em que momento é aquela foto. Mas pode ser na
hora de um gol...Ou em um final de partida ganha.
Sobre
os clássicos Ba-Guá nos anos 70: algum marcou mais na memória?
Como era este confronto para o senhor?
Meu 1º Baguá foi o mais importante. Fazia 4 anos que o Bagé
perdia pro Guarani,e ganhamos de 1x0 gol meu .Fui escolhido o melhor em
campo, e recebi muitos presentes. Sempre dei muita sorte nos clássicos.
Algum
fato pitoresco ou engraçado que o senhor lembre nestes anos como
jogador? (ou alguma "fria" enfrentada neste interior gaúcho)
Vários... Logo que cheguei no Bagé (antes do Galego vir)
passei por alguns fatos interessantes...
Minha chuteira quebrara o solado, e fiz muitas partidas com ela me “beliscando”
a sola do pé. Não tinha dinheiro para outra.
Nossa alimentação era: de segunda á quinta arroz
com repolho refogado, na sexta ao se aproximar do jogo do fim de semana...Arroz,
feijão e um bife á milanesa, sábado e domingo...Comida
de jogo da época: arroz, bife purê e salada de tomates.
Nas viagens, íamos em duas Kombi, jogadores,roupeiro e massagista...Quem
já viajou de Kombi sabe que os bancos não têm encosto
para cabeça...Já pensou ir e voltar á Passo Fundo?
De engraçado não tem nada, mas serve para medir as mordomias
de hoje.
Qual
a fato mais marcante vivenciado pelo senhor nestes anos como jogador do
Grêmio Esportivo Bagé?
Muitos...Foram 8 anos como jogador do Bagé.
Lembro quando realmente me tornei jalde-negro de verdade. Foi no meu 1º
Baguá (aquele que fiz o gol da vitória). Não lembro
que jogador do Guarani veio me gozar, retruquei, e ouvi dele, que nem
distintivo nos tínhamos na camiseta (era verdade). Lembro que entrei
no vestiário no intervalo do jogo, irritado com aquilo, comentei
e quase exigi do “seu Paulo” (Galego) uma camiseta decente
para o próximo jogo.
No 2º tempo e tendo feito o gol da vitória passei por esse
jogador e falei que nosso distintivo tava no nosso peito...Por baixo da
nossa pele...Nosso distintivo era nosso coração.Ali nascia
mais um jalde-negro.
Um
gol e/ou partida inesquecível:
Gols...Além
de dois em baguá...Tem dois pitorescos: Baile de Debutantes no
Clube Comercial, o Galego deixa-me ir, sem beber (só guaraná),
sem fumar (eu fumava) e sem dançar...Assim que terminassem os desfiles
eu viria para concentração. Isso aconteceu às 5 da
madrugada. Às 8 horas viagem para Pelotas e jogo às 3 da
tarde. Final do jogo Bagé 1 x 0 Farroupilha ,gol meu. Lembro que
o Paulo Sergio Brasil que tbm tinha ido ao baile, quando me viu indo para
área em um escanteio, me gozou: ”fica lá atrás
te poupando, capitão...” Na volta, com meu gol de cabeça,
retruquei: “tá faltando o teu agora...Senão o “homem”
não te deixa ir mais aos bailes... Eu vou ir...”
Sábado, jogo contra o Pelotas, o Galego diz que volta conosco para
Bagé, pois não teremos folga para ir ao carnaval. Faço
uma aposta com ele, se fizesse um gol, ele nos daria folga e ficaria em
Pelotas após o jogo (ele morava lá). Fizemos 2x1 e eu o
gol da vitória. Ele nunca mais quis apostar comigo outras folgas.
Partida...Em Passo Fundo. Para classificarmos para o Gauchão precisávamos
empatar com o Gaúcho.
O Gaúcho um baita time...Os irmãos Pontes, Bebeto (canhão
da serra) Leivinha (mais tarde veio para o Guarani e nos formamos juntos
em educação física) Luis Freire, Raul Matte, Roberto
(pai do Juca do Botafogo e cunhado do P.C.Carpeggiani, (treinador do Corinthians)
jogou no Guarani tbm).
O 1º tempo terminou 2 x 0 para o Gaúcho. Começa o 2º
tempo o Mariotti desconta 2 x 1 , mas aos 15 min. O Bebeto faz 3 x 0.
Aos 40 minutos eu cruzo uma bola e o Walter de meia bicicleta faz 3 x
2 , e aos 45 min. O Derli chuta de fora da área...A bola bate no
travessão e no chão...E saí. O bandeirinha corre
p/ o centro do campo...O juiz confirma o gol, 3 x 3.
Os Pontes queriam matar o Mario Severo (bandeirinha conhecido por ser
“caseiro”), termina o jogo,alegria total.”Seu Fuchs”
(diretor de futebol) entra de roupa e tudo nos chuveiros junto conosco,
e avisa que a gratificação estava dobrada...O L.C.Alcalde
(Michidinha) prevê que vai ter que sair para rua conseguir o dinheiro
que o “Fuchs” prometera.
Chegamos em Bagé às 7 da manhã, sol alto (o Derli
havia levado toda a delegação do ônibus para um passeio
pelas ruas da “zona” lá em Sta Cruz, como tudo era
festa... com o aval do Presidente, e isso nos atrasou).
A torcida nos esperava na entrada da cidade, fomos até a P. Moura
depois de comemorar pela “sete”.
Qual
a diferença que o senhor observa entre a época do titulo
da Copa Governador do Estado e os últimos anos no futebol profissional
de Bagé, em termos de torcida, mobilização da comunidade
e entusiasmo?
Eu posso dizer que no meu tempo, nossa torcida era mais tradicional, pois
era mais velha, e não menos apaixonada como é hoje. Noto
que hoje os torcedores mais entusiasmados são mais jovens, que
torcem pelos resultados obtidos em campo, e não pela história
do clube ou pela rivalidade com os adversários. Esta mesma torcida
de hoje, que são na maioria jovens e, portanto mais efusivos, terão
com certeza o mesmo perfil daqueles do meu tempo, com o passar dos anos.
Quando presente nos jogos de hoje, noto que a “corneta” é
bem mais pesada, inclusive saindo do nosso próprio pavilhão.
E isso chega aos jogadores dentro do campo, sempre de forma negativa.
A torcida deve apoiar mais, nos piores momentos, pois isso além
de fortalecer a equipe dentro do campo, mostra ao adversário, que
eles estão em minoria. Lembro de muitas vezes sermos aplaudidos,
mesmo nas derrotas. Era só notarem que havíamos demonstrado
luta.
Tudo são seqüências...Com um bom time virão as
conquistas... Com as conquistas, o respeito e admiração
do torcedor...Com o torcedor as boas rendas...Com as rendas, melhores
condições de ter time competitivo...Com um time competitivo,
ajuda e entusiasma a comunidade. Um depende do outro.
Nos
fale um pouco sobre a emoção de ver seu filho vestindo a
camisa jalde-negra e também carregando a braçadeira de capitão.
Há nervosismo? E se há, é mais difícil apenas
torcer do que estar em campo?
Sempre
foi melhor estar em campo, pois as coisas poderiam depender do teu esforço...na
torcida, dependemos dos esforços dos outros. E isso nos faz sofrer
demais.
E com o Tiago em campo, aumentava mais essa agonia. Mas ele sempre soube
representar muita bem a garra jalde-negra, aliada a uma grande capacidade
de visão coletiva e habilidade individual, e isso me enche de muito
orgulho. Por isso galgou a capitania em campo (outro motivo de satisfação).
[na
foto acima, Tiago Rocha]
Qual sua impressão
sobre o futebol atualmente? O senhor costuma ir a estádios, assiste
pela TV, ou se mantém mais distante?
Tudo ajuda hoje para que se jogue melhor o futebol, a bola, os gramados,
os salários (dos grandes clubes) os uniformes, as concentrações,
os melhores hotéis, as chuteiras, as viagens, tudo. Até
a variedade de jogos transmitidos pela tv ajudam no aprendizado, nas informações
que chegam de todos cantos do mundo.
Claro que tem muitas coisas para serem aperfeiçoadas...Mas não
dá para fazer comparações com antigamente nestes
itens que enumerei.
Estive presente no estádio todos estes anos que o Tiago jogou pelo
Bagé. Agora estou um pouco afastado, mas acompanho pelo rádio
sempre.
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Qual
sua opinião sobre o futuro do futebol do interior? Existem coisas
que podem ser melhoradas na sua opinião para o crescimento dos
clubes e torcidas?
É uma pena ver o interior enfraquecido. Pra mim, tudo começou,
quando a dupla Grenal se desinteressou do Gauchão. Muitas vezes
comparecem com times reservas, pra eles é muito mais vantajoso
financeiramente outro campeonato. O interior sempre dependeu deles para
vender bem seus jogadores, para terem boas rendas. Um jogo contra a dupla,
muitas vezes colocava os salários em dia, a mídia comparecia
e atletas e clubes eram notados. Outra coisa são as trocas constantes
de planteis, existe uma perda de identidade clubisticas por parte dos
atletas. Parece que antigamente pegava-se mais amor ao clube, torcedores
sabiam de cor as escalações do seu time e do adversário
(as rendas muitas vezes eram melhores por que queriam também ver
os bons jogadores do time visitante).
Não tem como recuperar esses pequenos erros, uns foram levando
aos outros, e o acúmulo causou esse caos no futebol interiorano.
Não saberia apontar a solução, pelo imenso mal causado,
a não ser, dizer que as soluções existem, mas interesses
maiores, parecem que obstruem esses caminhos.
A crise é geral, e o futebol do interior mostra isso a cada ano.
Os grandes estádios estão sendo diminuídos em suas
capacidades, porque não conseguem mais enchê-los de torcedores.
Dói ver um jogo do Bagé, com a geral vazia.
Parece-me que uma das maneiras de puxar os torcedores ao estádio
é ter em seu time, um craque, que esteja identificado com o clube.
O torcedor gosta de ver esta diferença, é ela que vai lhe
levar ao estádio.
Todo ídolo muitas vezes acaba se tornando automaticamente um líder,
e com isso contagia o resto do grupo.
Desde que seja uma liderança positiva. Outra coisa que sempre acreditei,
são as categorias de base.
É lá que está a solução dos clubes.
Além de ser mais viável financeiramente, jogador da “terra”
parece que é mais cobrado (a família, os vizinhos, o bairro,
enfim... a comunidade) Desde que seja muita bem trabalhada essa “responsabilidade”.
O senhor considera
a hipótese de voltar ao futebol profissional em outras funções?
Nunca quis mexer com futebol, pois entendo que nunca seria fora, o que
fui dentro campo. Já pensou dirigir o Bagé, e não
atingir meta nenhuma? Já pensou ser chamado de “burro”
por aquele mesmo torcedor que um dia me aplaudiu? Não tenho esse
perfil de aturar ofensas e aplausos das mesmas pessoas quieto, poderia
me frustrar e com isso me afastar de vez. Parei aos 27 anos, confesso
que cansado das viagens e concentrações. Recebi vários
convites, mas preferi me manter torcedor a vida toda, do que ter que um
dia deixar de ser jalde-negro.
Quem sabe... Quando me aposentar, e encontrar pessoas que pensem próximas
do que acho seja dirigir futebol, eu não possa colocar meu nome
a disposição dos interesses do Bagé.
Encanta-me muito, a Direção de futebol...Contratações
de jogadores, contato com treinadores,administrar contratos, etc.
Uma pequena mensagem
de encerramento da entrevista (se possível) que queira deixar:
Antes de te deixar uma mensagem, quero agradecer a oportunidade, é
sempre muito agradável relembrar um tempo bom. Meus parabéns
por essa iniciativa.
Minha mensagem final começa com teu exemplo, George. Precisamos
sempre de pessoas abnegadas, despidas de qualquer vaidade, e que faz esse
bem em prol do futebol do interior (ainda bem que tu é jalde-negro).
Essas coisas que fortalecem e enriquecem nosso futebol, sempre deveriam
ser copiadas.
É sabendo da nossa historia...Que evitamos repetir os erros.
Um abraço jalde-negro
Rocha
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